SÃO PAULO (Reuters) - Ao transformar a realidade em fantasia, o cinema tem criado espaço para que lugares encantados possam existir materialmente. Foi assim com Willie Wonka, em "A Fantástica Fábrica de Chocolate", de Tim Burton, e é também o que acontece com o Sr. Magorium (Dustin Hoffman) e sua empresa, em "A Loja Mágica de Brinquedos", que estréia na quinta-feira em circuito nacional (com cópias dubladas e legendadas).
A loja, como já diz o título, é um lugar mágico, onde brinquedos ganham vida e as crianças se divertem com animais de pelúcia que andam de um lado para outro, sem medo. O proprietário tem 243 anos e acha que está na hora de finalmente se aposentar, abrindo a possibilidade para ser sucedido pela gerente do local, Molly (Natalie Portman, de "V de Vingança").
Porém, ela não tem certeza de que é a pessoa mais indicada para o cargo. Insegura, a jovem não sabe se quer essa responsabilidade. Antes, ela foi uma pianista promissora, mas sua carreira não decolou, provocando frustração.
Entra em cena o contador Henry (Jason Bateman, de "Separados Pelo Casamento"), a quem o Sr. Magorium chama de "Mutante". O rapaz veio fazer uma auditoria de todos os brinquedos para tentar organizar 114 anos de bagunça nos livros de contabilidade. Quando essa ordem finalmente é instalada, a loja sofre uma mudança misteriosa: tudo fica acinzentado. Os brinquedos estão lá, mas tornam-se silenciosos e sem vida.
Para recuperar o brilho e a alegria do lugar, Molly, Henry e o pequeno Eric (Zach Mills, de "Hollywoodland -- Os Bastidores da Fama") deverão buscar respostas dentro de si.
A idéia do diretor e roteirista Zach Helm não tem maiores novidades. Mas a forma como lida com o material dá vigor ao filme, que dialoga melhor com as crianças que com os adultos. Entre os temas que aborda, estão a celebração da vida e a aceitação da morte como mais uma fase da existência humana.
(Por Alysson Oliveira, do Cineweb)
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