Por Donna Smith
WASHINGTON (Reuters) - O presidente norte-americano, George W. Bush, mudou poucas opiniões na terça-feira durante um raro almoço com senadores republicanos, destinado a retomar a tramitação da reforma da imigração, disseram parlamentares.
Bush admitiu que o projeto, destinado a legalizar milhões de imigrantes clandestinos, acendeu paixões, mas afirmou que este é o melhor jeito de proteger as fronteiras dos EUA, grande preocupação dos conservadores do seu partido, contrários à nova lei.
"Alguns membros lá acreditam que precisamos avançar com uma lei abrangente, outros não acham, entendo isso", disse Bush a jornalistas após o evento. "É uma questão altamente emotiva, mas os que estamos aqui acreditamos agora que é hora de avançar em uma lei abrangente."
Senadores disseram que Bush não forçou ninguém, mas não conseguiu novos adeptos durante o almoço, em que foram tratados outros assuntos também. Bush passou a maior parte do tempo falando do delicado acordo alcançado pela Casa Branca e por um grupo bipartidário do Senado a respeito do assunto. Ele também enfrentou perguntas.
"Não acho que ele tenha mudado a idéia de ninguém, mas acho que ajudou os que poderiam estar no muro, que poderiam ainda estar tentando decidir, e acho que isso foi muito útil", disse o senador republicano Mel Martinez, um dos que ajudaram a negociar o frágil acordo que caiu na semana passada no Senado.
O texto ainda pode ser retomado com emendas, e o líder democrata no Senado, Harry Reid, disse que vai apresentar novamente o projeto caso Bush consiga mais apoio dos republicanos.
(Reportagem adicional de Kevin Drawbaugh e Thomas Ferraro)
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