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Democratas pedem segurança na reforma migratória

Os democratas apoiaram hoje a decisão do presidente norte-americano George W. Bush de voltar a trabalhar em um projeto de lei que regulamente a maioria das 12 milhões de pessoas ilegais que vivem nos Estados Unidos, mas pediram que assegurasse que os republicanos não irão vetar a iniciativa, como aconteceu na semana passada.

Os democratas apoiaram hoje a decisão do presidente norte-americano George W. Bush de voltar a trabalhar em um projeto de lei que regulamente a maioria das 12 milhões de pessoas ilegais que vivem nos Estados Unidos, mas pediram que assegurasse que os republicanos não irão vetar a iniciativa, como aconteceu na semana passada.

"Vou enviar uma carta ao presidente Bush expressando a minha esperança de que poderemos avançar em um acordo. Mas quero que ele saiba que esse progresso requererá um apoio ativo de sua parte e de outros republicanos", disse o líder dos senadores democratas, Harry Reid, ante o plenário do Senado.

Bush disse na segunda-feira, na Bulgária, que visitará o Congresso norte-americano na terça-feira para reabilitar a lei de reforma migratória que na semana passada foi vetada no Senado devido à oposição dos senadores republicanos.

"Apenas sete republicanos se uniram a 38 democratas na votação sobre a conclusão do debate da lei. Dito de outro modo, quase 80% do grupo democrata votou para passar a lei, enquanto somente 14% dos republicanos o fez", afirmou Reid.

Acrescentou que verifica-se que há uma "cooperação" e um claro caminho para avançar por parte do grupo republicano, vamos fazer o possível para agendar o assunto migratório depois do debate sobre a lei de energia", previsto para esta semana.

O senador democrata acusou os republicanos de "bombardear" a reforma migratória na semana passada, depois de vários senadores se negarem a concluir o debate legislativo após duas semanas de discussão.

A coalizão bipartidária que impulsionou o projeto de lei foi derrotada na quinta-feira dia 7, quando não conseguiu os 60 votos requeridos para concluir o debate e votar na iniciativa que propunha regulamentar milhões de pessoas ilegais, a maioria deles latino-americana.

O projeto de reforma migratória mobilizou nas bases da ala republicana, que se opõem a dar uma "anistia" às pessoas ilegais.

Durante o debate legislativo, vários congressistas republicanos e democratas receberam inúmeros telefonemas e e-mails que pediam que votassem contra a lei.
A visita de terça-feira de Bush ao Congresso, onde tentará convencer vários legisladores de seu partido a apoiar a reforma migratória, promete reviver o debate sobre o futuro das pessoas ilegais nos Estados Unidos.

Os analistas consideram que se as duas câmaras do Congresso não entrarem em acordo a respeito de um projeto de lei antes do recesso de agosto, o debate sobre a migração deverá esperar pelo menos dois anos, já que a partir de setembro a agenda política norte-americana estará centrada nas eleições presidenciais de 2008.


Agência ANSA