A Polícia Federal em Goiás prendeu ontem cinco pessoas acusadas de participar de um esquema de aliciamento de pessoas para imigração ilegal e de falsificação de documentos para passaportes e vistos. Outros três suspeitos continuam foragidos.
Os mandados de prisão e de busca e apreensão foram cumpridos em Goiânia e em Guapó (GO). Entre os detidos na operação estão um vereador de Guapó -apontado pela polícia como líder do grupo- e um de seus advogados.
Segundo a PF, a quadrilha aliciava pessoas nas duas cidades e as encaminhava aos chamados "coiotes", que fazem a travessia ilegal da fronteira do México com os Estados Unidos. Cada vítima pagava R$ 30 mil pelos serviços.
A polícia chegou até os suspeitos por meio de denúncias de pessoas que não conseguiram embarcar e foram lesadas pelo grupo criminoso. A quadrilha vinha sendo investigada desde 2001.
Ainda não há estimativa do total de dinheiro movimentado pelo grupo nem do número de vítimas.
A PF informou que os detidos falsificavam vistos de passaportes -usando um tipo de lavagem seguido por reimpressão- além de falsificar documentos para pedidos de passaportes, que eram expedidos com conteúdo falso.
De acordo com o delegado Luciano Ornellas, os suspeitos negaram as acusações nos depoimentos, mas há evidências das ações do integrantes do grupo, que tiveram sigilos telefônicos quebrados. "Temos provas de testemunhas e laudos periciais que comprovam que o esquema existia."
O nome da operação da PF -Canaã- é uma alusão à terra prometida por Deus aos descendentes de Abraão, a terra da fartura.
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