O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, fez hoje uma tentativa a longa distância, enquanto realiza sua viagem por países europeus, de convencer o Congresso norte-americano de salvar a lei de reforma migratória, que esta semana recebeu um golpe possivelmente mortal no Senado norte-americano.
Washington - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, fez hoje uma tentativa a longa distância, enquanto realiza sua viagem por países europeus, de convencer o Congresso norte-americano de salvar a lei de reforma migratória, que esta semana recebeu um golpe possivelmente mortal no Senado norte-americano.
"Considero que podemos expressar nossas opiniões, discordar sobre certos assuntos e ainda assim, encontrarmos juntos uma solução", disse Bush em sua mensagem de rádio. Segundo o presidente, essa solução pode ser alcançada através do projeto de lei discutido pelo Senado, "que foi proposto por membros dos dois partidos", recordou.
Na quinta-feira à noite, os senadores republicanos bloquearam a possibilidade de que se resolva o debate e se faça avançar a aprovação da lei. O líder da bancada majoritária democrata, o senador Harry Reid, descontente pela atitude dos legisladores do partido do presidente, decidiu retirar o tema da agenda da câmara, adiando sua eventual aprovação para 2008, depois das eleições presidenciais.
"Peço ao senador Reid que aja rapidamente para que esta proposta volte a ser submetida à votação no plenário do Senado e pediu aos senadores dos dois partidos para que a apóiem", pediu Bush em sua mensagem de rádio.
Bush apoiou, desta forma, o pedido de outros grandes defensores da reforma migratória, como o senador Edward Kennedy, que na sexta-feira fez uma comparação com o campeonato conquistado pelo seu time de beisebol, os Red Sox de Boston, em 1967, correndo atrás de posições e vencendo diante "da certeza de derrota".
"Isto é o que vamos fazer com a lei de imigração", disse Kennedy com uma dose de esperança que não foi aprovada pelos membros do Congresso.
Bush redobrou a pressão, admitindo que "o debate da imigração já provocou muitas divisões entre os norte-americanos", mas afirmou que "se nos unirmos, podemos criar o sistema de imigração que esta grande nação merece, que nos mantenha seguros e prósperos, que acolha pessoas visionárias e empreendedoras de todo o mundo e que confie na habilidade deste país para fazermos de todos norte-americanos".
Segundo o jornal New York Times, o chamado de Keneddy foi "o último suspiro da lei de imigração", e inúmeros analistas nos Estados Unidos prevêem que o chamado de Bush também não terá impacto positivo.
O projeto de lei, que foi desenhado por senadores dos dois partidos, com o apoio da Casa Branca, prevê um profundo reforço da segurança fronteiriça e, em uma segunda etapa, a início de um complexo sistema de legalização dos doze milhões de imigrantes ilegais que vivem nos Estados Unidos.