04.09.2010
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Senado dos EUA decide retomar debate sobre reforma migratória

Publicado 26.06.2007

Com 64 votos a favor e 35 contra, os senadores aprovaram uma moção parlamentar para que o debate tenha início. Cerca de 24 emendas democratas e republicanas devem ser discutidas.

A medida requeria o "sim" de pelo menos 60 dos 100 senadores, mas ainda enfrentará outras votações-chave esta semana.

O começo do debate, suspenso no dia 7 de junho, não garante, no entanto, que a reforma seja aprovada no Senado, já que o projeto enfrenta dois grandes obstáculos: a aprovação de emendas republicanas para restringir o programa de legalização e a de emendas democratas para flexibilizar a medida.

Várias dessas emendas têm o potencial de modificar o rumo do plano de reforma, segundo observadores.

O projeto passará por outra votação importante para limitar o debate a 30 horas. Para isso, também serão necessários 60 votos, os quais, se forem alcançados, abrirão caminho para a votação definitiva, que poderá ser realizada na sexta-feira.

Para ser aprovada no Senado, a reforma necessitará de uma maioria simples.

Mesmo depois de todas essas etapas, a reforma ainda enfrentará um caminho complicado na Câmara de Representantes, onde seus opositores já se preparam para atacá-la.

Nas últimas semanas, a Casa Branca esteve conversando com os que se opõem à medida. Estes continuam argumentando que o projeto de lei oferece uma anistia aos que violaram as leis atravessando ilegalmente a fronteira em direção aos EUA.

Após uma reunião com seus assessores, o presidente americano, George W. Bush, voltou a pedir hoje aos legisladores que aprovem o mais rapidamente possível a reforma, por considerá-la uma "oportunidade histórica".

Se ambas as câmaras do Congresso aprovarem o projeto, Bush conquistará uma importante vitória política durante seu segundo e último mandato.

Os secretários de Comércio, Carlos Gutiérrez, e de Segurança Nacional, Michael Chertoff, mostraram-se confiantes em que a reforma será aprovada, porque "o povo a exige", e porque, sem a mão-de-obra do imigrante, não pode haver crescimento econômico.

"Precisamos agir agora (...) Esperamos que a razão, o bom senso e a sabedoria se sobressaiam", disse Gutiérrez durante por telefone.

Por sua vez, Chertoff afirmou que "continuar com o sistema atual" como alternativa à reforma é inaceitável. Além disso, disse que a reforma fortalecerá a segurança tanto na fronteira como no interior do país.

Ambos estiveram ao lado de Bush em sua luta pela reforma migratória. Eles concordam que não saber quantos e quem são os imigrantes ilegais é um risco à segurança nacional.

Entre outras medidas, o projeto de lei prevê a legalização parcial dos imigrantes ilegais, que somam 12 milhões de pessoas nos EUA, segundo cálculos.

Também autoriza gastos de US$ 4,4 bilhões para aumentar a segurança fronteiriça, estabelece um programa de trabalhadores temporários e cria um sistema para que as empresas possam comprovar a condição legal dos novos empregados.

Além disso, estabelece um polêmico sistema de pontos que dá prioridade aos solicitantes da residência permanente que tenham altos níveis de educação e capacitação profissional. O novo critério modifica o atual, que dá ênfase a vínculos familiares.

O projeto de lei foi criticado também pelos sindicatos, que consideram que o programa de trabalhadores hóspedes somente servirá para marginalizar ainda mais os imigrantes. Por sua vez, grupos pró-imigrantes acham que o projeto é insuficiente.

Já os conservadores se opõem ao plano porque acreditam que as medidas estabelecidas por ele não são suficientes para proteger a fronteira sul, por onde passa a maioria dos imigrantes clandestinos.

Por enquanto, ninguém é capaz de prever o que ocorrerá no plenário do Senado. Por isso, grupos pró-reforma pedem, inclusive, a intervenção divina para que a reforma avance.

Grupos religiosos, liderados pelo sacerdote colombiano Eugenio Hoyos, irão ao Congresso amanhã realizar uma "concentração" e fazer orações para que o projeto seja aprovado.

Suas preces serão dirigidas aos opositores do plano, que ameaçaram bloqueá-lo. EFE mp is/sc

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“A Bíblia diz: 'Melhor é morar num canto do eirado, do que com a mulher rixosa numa casa ampla' (Provérbios 21:9 e 25:4) . Eu acrescentaria que, porém, é pior ainda morar com uma mulher rixosa num apartamento minúsculo. Pelo menos em uma casa ampla você pode dormir no quarto de hóspedes, e deixar a 'nervosinha' falando sozinha..."

— Dr.Tony Fontoura, Ph.D.

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