Linguas estranhas23.05.2010, 11:00 Garoto esperto, Carlos nunca se deixou convencer por argumentos que não fossem absolutamente claros. À escola primária, que naqueles tempos começava aos sete anos, já chegara alfabetizado.
Por Paulo Castelo Branco.
Pombo-Correio18.05.2010, 07:00 Nos tempos de escola, durante as aulas e recreio, era impossível a aproximação. O controle rigoroso dos professores impedia até mesmo a entrega de um bilhete à Margarida.
Por Paulo Castelo Branco.
Prescrição médica11.05.2010, 07:45 Correu feito notícia ruim; mas era boa. Isto é, poderia ser boa se não fosse a má vontade de Amelinha. Eufrásio leu a manchete do jornal e logo começou a fantasiar em sua cabeça o que poderia fazer para incrementar a vida conjugal.
Por Paulo Castelo Branco.
O olhar do cavalo04.05.2010, 20:30 Era quase final do expediente. A carroça pesada de papéis destinados à reciclagem quase envergava o pobre animal.
Por Paulo Castelo Branco.
Cartomante26.04.2010, 17:35 São Gotardo é uma cidade cheia de ladeiras e grande população japonesa. Seu povo,
minerim prá danar, convive com os orientais que chegaram, na metade do século passado, para plantar e colher verduras e legumes.
Por Paulo Castelo Branco.
Dia de calor12.04.2010, 16:00 Era um dia como outro qualquer. Naqueles tempos, a mulher era a dona da casa e vivia para cuidar dos filhos e do marido.
Por Paulo Castelo Branco.
TWITTER09.04.2010, 09:10 Não percebi que ela me seguia. Neotwitteiro a segui sem nem saber quem ela era. Quando acordei, seu corpo quente já estava aconchegado ao meu.
Por Paulo Castelo Branco.
Alternância24.03.2010, 13:15 Saraiva saiu cedo de casa. Atleta desde a juventude, fazia o percurso diário para o trabalho sobre a sua bicicleta importada, que chamava de camelo.
Por Paulo Castelo Branco.
Memórias do Cárcere18.03.2010, 08:20 Meu advogado denomina o local de masmorra. Não o sinto assim; ao contrário, sinto-o como o meu refúgio. Aqui, na solidão, posso rememorar cada detalhe dos últimos tempos.
Por Paulo Castelo Branco.
Brasília 2030 - A Reconstrução15.03.2010, 10:15 Livro de Paulo Castelo Branco conta a história de um sonho que se transforma em pesadelo pela ambição e falta de espírito público de autoridades que, sob o pretexto de atender aos cidadãos mais carentes, transformam a idéia de um grande estadista em uma louca cidade.
Intervenção09.03.2010, 07:00 Quando nasceu, em 21 de abril de 1960, não foi de parto natural. Seu pai, como se fosse uma mãe, teve que superar inúmeras dificuldades para que a criança nascesse no dia certo. Nasceu praticamente na rua, assistida por uma multidão de operários que ajudaram no parto.
Por Paulo Castelo Branco.
Naufrágios02.03.2010, 13:30 Duas naus naufragaram nesses dias. Uma delas, o “Concórdia”, navio escola canadense que fazia volta ao mundo com estudantes. A outra, a da discórdia, a “Nau dos Insensatos”, que fazia a viagem dos sonhos de muitos que fingem trabalhar em prol do povo e se apoderam dos cofres públicos em seu próprio benefício.
Por Paulo Castelo Branco.
Fundo de garantia23.02.2010, 09:45 Aposentado há anos, Juvenal soube pelos jornais que o governo irá devolver uma diferença de taxa de juros às contas vinculadas do FGTS.
Ernesto nos convidou17.02.2010, 17:50 Na despedida de Ernesto Silva, lembrei-me de uma pequena filósofa residente no Gama, Lorena Evangelista. Lorena, questionada pela mãe sobre a realização dos deveres escolares, respondeu; – Mãe, é claro que eu fiz os meus deveres. Você não precisa se preocupar, porque eu sempre cumpro com os meus deveres, pois a professora nos ensinou que quem não faz os deveres sofre as conseqüências; e, eu, não quero arcar com as minhas conseqüências! Por Paulo Castelo Branco.
Despacho de grife09.02.2010, 20:30 As mandingas indicadas pelas muitas cartomantes de Brasília estão fazendo efeito. Marinalva, morena bonita e bem casada com Rodolfo, andou desconfiando do marido que, há alguns meses, só chega em casa cansado e com pastas debaixo do braço.
Por Paulo Castelo Branco.