Revista Mundo em Estilo

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É assim que se fala : Em face de/ Em face a

Essas duas locuções prepositivas são sinônimas e podem, obviamente, ser usadas uma pela outra.

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EM FACE DE / EM FACE A

Essas duas locuções prepositivas são sinônimas e podem, obviamente, ser usadas uma pela outra. Em seu lugar podem ser usadas as preposições ante e perante. Veja os exemplos: Em face (ante ou perante) dos acontecimentos, ele resolveu desistir do projeto. / Em face (ante ou perante) aos acontecimentos, ele resolveu desistir do projeto.

De acordo com a boa norma gramatical, erra quem fala ou escreve: “Face aos acontecimentos...”/ “Face aos fatos expostos...” Conclui-se, portanto, que tais expressões não podem ser usadas sem a preposição em.

Ultimamente, os advogados têm usado a expressão EM FACE DE para posicionar a parte contra quem se move uma ação. Tal uso está totalmente equivocado, pois a expressão não tem o sentido de contra, que é a palavra que deve ser usada com acerto. Normalmente alguns escrevem: “ Fulana de tal, brasileira, etc, vem apresentar ação de alimentos EM FACE DE Sicrano de tal...” Se formos substituir a expressão pelo sinônimo, teríamos: “Fulana de tal, etc., vem apresentar ação de alimentos PERANTE ou DIANTE de Sicrano, etc....” Tem lógica? É bom observar o que se escreve...

 

QUAL É O CERTO?

 

1. a) O menino cuja a bicicleta é azul, quebrou o braço. b) O menino cuja bicicleta é azul, quebrou o braço.

2. a) O Fluminense, de fato, é o time mais bem preparado do campeonato... b) O Fluminense, de fato, é o time melhor preparado do campeonato...

3. a) Deixe eu dormir tranqüilo. b) Deixe-me dormir tranqüilo.

4. a) A moça comprou um clipes, pagou e ficou quites com a loja. b) A moça comprou um clipe, pagou e ficou quite com a loja.

 

RESPOSTAS COMENTADAS

  1. b) Nunca, mas nunca mesmo, use artigo (a ou o) depois do pronome relativo cujo(a). O certo, portanto, é: O menino cuja bicicleta...

  2. a) Gosto de repetir a frase: O Fluminense é o time MAIS BEM PREPARADO do campeonato... (é uma verdade inconteste...) Use mais bem em lugar de melhor, sempre que o verbo seguinte vier no particípio, como é o caso da frase dada. Veja agora: No momento, o Fluminense é o MELHOR time do Brasil, aliás, da América do Sul... (O Boca e o São Paulo que o digam...) Se vier verbo noutro tempo que não seja o particípio ou qualquer outra palavra, o certo é usar melhor.

  3. b) Deixe-ME dormir tranqüilo. Atenção: com os verbos deixar, mandar, fazer, ver, ouvir e sentir não se usam os pronomes do caso reto (eu, tu, ele, nós, vós, eles) e sim os do caso oblíquo átono (me, te, se, o, a, lhe): Mandaram-me falar isso. / Vi-os sair do prédio. / Deixem-me curtir a minha alegria...

  4. b) A moça comprou um clipe, pagou e ficou quite. Veja: As moças compraram dois clipes, pagaram e ficaram quites.

 

 

ONDE ESTÁ O ERRO?

  1. O juiz, acertadamente, interviu na questão.

  2. Se você vir aqui amanhã e quiser ver a mercadoria, traga seu irmão.

  3. Se por acaso você ver uma criança abandonada, dê-lhe atenção.

  4. Ainda bem que eu reavi todos os objetos que me roubaram.

 

RESPOSTAS COMENTADAS

  1. Cuidado com os verbos derivados. O verbo intervir é derivado do verbo vir e significa vir entre. O verbo derivado acompanha a conjugação do verbo primitivo. Assim, o correto é: O juiz, acertadamente, interveio na questão. Conjugue o primitivo (veio) e coloque o prefixo antes dele (inter). Entendeu?

  2. Atenção, muita atenção com os verbos vir e ver. Eles fazem muita confusão. O certo é: Se você vier aqui amanhã e quiser ver a mercadoria...

  3. Atenção: Se por acaso você vir uma criança... Esse vir aí é do verbo ver. Merece atenção redobrada o seu uso.

  4. O verbo reaver, derivado de haver, é por ele conjugado. O tempo usado na frase é o pretérito perfeito, que no verbo haver é: eu houve, tu houveste, ele houve... É só tirar o “h” e acrescentar o prefixo “re”. O certo, portanto, é: Ainda bem que eu reouve todos os objetos que me roubaram.