08.09.2010
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Alerta sobre a auto-hemoterapia

Publicado 28.04.2009

Da Redação

A Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) está alertando a população sobre os perigos da auto-hemoterapia: a prática não tem fundamento científico e pode provocar efeitos colaterais graves, como infecção generalizada. O procedimento consiste em retirar o sangue do paciente e reinjetá-lo no músculo do braço ou nas nádegas. O organismo enxergaria o sangue reinjetado como um corpo estranho, o que estimularia o sistema imunológico. 

Alegando a cura de várias doenças, entre elas câncer e aids, profissionais de saúde estariam aplicando inadvertidamente a auto-hemoterapia, que não é recomendado por autoridades médicas brasileiras. 

O professor de Hematologia e Hemoterapia da FMUSP e presidente da Fundação Pró-Sangue Hemocentro de São Paulo, Dalton Chamone, afirma que a auto-hemoterapia é uma “picaretagem”, pois não há evidências científicas que comprovem sua eficácia e segurança. Segundo ele, os profissionais que utilizam essa prática estão “iludindo o povo”. 

Chamone alega que o efeito dessa terapia é absolutamente inócuo: “É uma absoluta incoerência retirar o sangue e aplicá-lo de novo, para que ele circule em todo o corpo, se ele já estava circulando”. O hematologista adverte ainda sobre os riscos de infecção: “Existem bactérias na pele e uma parte dessas bactérias pode entrar dentro da seringa. Quando você injeta o sangue no músculo, forma-se um hematoma, que é uma fonte de cultura de bactéria”. 

A Faculdade de Medicina da USP alia-se às entidades médicas, organismos governamentais e à comunidade científica, que não reconhecem a auto-hemoterapia como prática médica. Em comunicado recente, a Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia disse que “não existe na literatura médica, tanto nacional quanto internacional, qualquer estudo com evidências científicas sobre o referido tema” e que “são desconhecidos os possíveis efeitos colaterais e complicações dessa prática”. O professor Dalton Chamone lembra, ainda, que o Conselho Federal de Medicina e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiram o procedimento no País. 

Sobre possíveis testes do procedimento com seres humanos, Chamone esclarece que em toda pesquisa médica existe a necessidade de um protocolo de pesquisa clínica, aprovado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) do Ministério da Saúde, órgão que autoriza os experimentos clínicos. “Sem a aprovação da Conep, ninguém pode submeter pessoas a experimentos, isso é proibido”, alerta o professor.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Faculdade de Medicina da USP

Mais informações: (0XX11) 3078-2356

André
02.05.2009 02:21 [ 1 ]

Por mais estranho que seja posso garantir e provar que meu pai após a auto-hemoterapia nao é mais soro positivo a um ano, já fez 4 exames neste um ano e nada mais constatou.

Olivares Rocha
24.07.2010 02:23 [ 2 ]

Recentemente foi divulgado (Globo Reporter de 28/05/10) que esta faculdade, junto com a UFRJ e a FIOCRUZ, pesquisa há 15 anos uma vacina baseada em puro leite, chamada ZIMDUCK. Tal vacina tem como princípio de atuação a PROTEINOTERAPIA, que injetava no músculo do doente, lá pelo final do século retrasado, entre outras proteinas, o sangue do paciente. A proteinoterapia é o berço do ZIMDUCk de 2010 e da Auto-Hemoterapia de 1905... A Ah é pesquisada e empregada na Veterinária há 100 anos, onde pululam estudos científicos. A Ah é empregada em vários países e o foi , por vários médicos, no Brasil de 1918 até 2007 sem qualquer registro de complicação... Eu uso este tratamento a mais de 38 meses. E tenho parentes e amigos que também fazem uso e só observamos SAÚDE. Gostaria de perguntar: qual a complicação advinda de um hematoma comum? Por que o sangue injetado na coluna na terapia tampão sanguíneo peridural, em olho lesionado, na injeção de sangue autólogo dentro de olho lesionado, numa lesão óssea de tendão ou músculo, como na PRP, não apresentam riscos, mas o sangue injetado num músculo seria perigoso? (não falo de assepsia que é necessária em qualquer procedimento médico, claro)

Olivares Rocha
02.08.2010 19:27 [ 3 ]

A discussão sobre a Auto-Hemoterapia está beirando ao irracional. Nossas autoridades e parte da classe médica ignora de forma crassa as pesquisas que em rápida busca no PUBMED, desde que procedida com a terminologia mais empregada autohemotherapy, apresente centena de pesquisas. Sabiamente, este instituto interpreta toda injeção de sangue autólogo, ou parte deste, no corpo do paciente como auto hemoterapia. Engloba o PRP – plasma rico em plaquetas, sua outra versão, plasma pobre em plaquetas, o tampão sanguíneo peridural, a injeção de sangue autólogo dentro de olho lesionado, fator de crescimento plaquetário etc… Todas, sabidamente, usam o próprio (auto) sangue (hemo) para tratar (terapia) a saúde do paciente. Seja sangue puro ou misturado, seja o sangue íntegro ou parcial. Portanto, atestado está que a injeção asséptica de sangue autólogo não é nociva e realmente tem propriedades medicamentosas. Por outra, divulgou-se através do Globo Repórter de 29 de maio de 2010, que estão pesquisando na UFRJ USP e FIOCRUZ uma vacina 100% natural, formulada através da mistura de 4 tipos de leite. Esta vacina denominada ZIMDUCK, deve ser aplicada intramuscular, semanalmente, por um período não inferior a 3 meses. O objetivo desta vacina, segundo seus pesquisadores, é provocar um estímulo inespecifico do Sistema Imunológico do paciente. Este, o S.I. do paciente, procederá uma maior proteção orgânica, prevenindo ou provocando remissão em vários agentes patogênicos. Ou seja uma verdadeira revolução na Medicina, focada que está somente na doença, criando medicamentos que combatem especificamente a doença, esquecendo que o próprio corpo do paciente pode trazer saúde. Uma vertente da Medicina, a Imunologia, hoje empregada praticamente só na Alergiologia,esquecida durante décadas, já foi alvo de muitas pesquisas. O professor Douglas Carrara diretor da biblioteca Chico Mendes, resgatou um pouco desta história. Num texto de sua autoria,ele apresenta um pouco deste passado. Traz ao conhecimento que a proteinoterapia, que se destinava a proceder estímulo do S.I. injetando-se no paciente algumas proteínas, inclusive leite, evolui para a Auto-Hemoterapia. De tudo o exposto, podemos tirar algumas conclusões.. As autoridades se baseiam num pacecer, procedido em pouco tempo, menos de 3 meses, em que o autor afirma categoricamente que deixou de consultar pesquisas procedidas em outras línguas por barreiras lingüísticas (sic). Ora, para um tema de tamanha importância, deveria ter sido ultrapassada esta barreira. Bastariam consultas aos outros órgãos de saúde dos países de origem destes trabalhos, muitos que liberam o tratamento, ou ao menos a contratação dos serviços de tradutores juramentados. Por outra, salienta o parecerista que carecem estudos que embasem o emprego da terapia. Perdeu o ótima oportunidade para solicitá-los. Muitos trabalhos brasileiros, no campo da veterinária, onde a Ah é referendada e aplicada, foram,também, desconsiderados. Outra conclusão é que a injeção de sangue autólogo, asséptica, não apresenta seqüelas ou malefícios, posto ser referendada em várias terapias, inclusive na coluna e olhos. E sobre o estímulo imunológico desejado, ficou patente proceder, posto que se uma proteína (leite) estimula o S.I., outra (sangue) também o faria. Não por acaso este é o que atestam os vários trabalhos científicos, clínicos e o registro histórico desta terapia empregada a mais de século no Brasil e no mundo.

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